Então é isso, quatro dias; o que falar disso além do fato de eu estar com as mãos frequentemente suadas, ter roído e arrancado minhas unhas, não ter arrumado ainda toda mala, estar com saudade de muita gente e UMA PILHA DE NERVOS... eu estou bem haha-
Nunca pensei no passado; ele é coisa que realmente não me atrai, na maioria das vezes o passado é triste e doloroso, mas hoje lendo o meu diário de viagem onde meus amigos escreveram, eu vejo como o meu passado tem história e como ele é bom, fascinante >.<, as vezes eu acho que tenho que ser mais otimista, o realismo faz mal em certas grandes doses e eu acho que hoje, faltando quatro dias para a viagem.. aprendi uma baita lição, talvez quando eu volte as coisas estejam mudadas no meu campo emocional, mas eu sinceramente, não quero que isso aconteça, ainda mais agora, nem por um minuto. Talvez quando eu volte as pessoas me recebam de braços abertos, talvez não; isso, antigamente, me deixava realmente insegura, tudo era muito incerto (e ainda é), eu choraria e até deixaria de ir talvez, mas algo me diz que é pra melhor... e hoje a insegurança e o medo ainda existem, mas não se manifestam profundamente; essa viagem chegou na hora certa, creio que se tivesse ido a um mês atrás, pensaria em me livrar dessa cidade e começar algo novo; não que eu queira ficar aqui pra sempre, mas hoje, agora, neste momento, eu quero me arriscar de forma racional, ter meu porto seguro mas não voltar correndo pra ele, quero voltar caminhando, sem pressa mas sem demora; quero o equilíbrio que tive hoje de noite, quando eu percebi, ao conversar com uma pessoa que eu não conversava a mais de ano, a paz e a calma que ela me transmite e o quanto é bom o equilibrio das coisas, o quanto está sendo bom ter ela de volta na minha vida, de alguma forma. Vocês podem perceber que raramente, pelo menos aqui no blog, comento coisas muito profundas e que especialmente hoje eu estou escrevendo sobre isso; pensei duas vezes antes de colocar esse texto, mas sabe, se hoje eu não tivesse lido aquele caderninho, eu não estaria entendendo nada o que acontececu; se as pessoas que escreveram nele não fossem sinceras com seus sentimentos, sério, eu não teria perdido o medo que eu conquistei através do tempo, de demonstrar o que realmente sinto sobre isso.
Me sinto viva; mais que o normal.
Para aqueles que ficam, que escreveram no meu caderno acho justo citar o nome deles: o Cauã, a Nina, o Schirmer, Garcia, Richard, Carol e Miguel... obrigada pelas palavras, elas são simples, mas voces escreveram o que eu precisava ouvir de cada um antes de ir. Podem ter certeza que eu vou me lembrar de cada palavra que voces colocaram nesse diário de viagem, eu vou estar longe mas tentarei sempre levar a amizade de voces onde eu estiver, fico grata as palavras de incentivo, de carinho, de amor e da atenção que recebo de voces; eu também amo voces, embora nunca tenha dito isso pessoalmente, e voces sabem disso.
Creio que as pessoas que estam lendo pra acompanhar um pouco da viagem tenham ficado meio perdidas nesse post, voltarei a escrever sobre a viagem amanhã :) por hoje é isso.
beijos; London is calling me.
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